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Manifestações pela habitação regressam às ruas de Lisboa e Porto com iniciativas em várias cidades

Movimentos cívicos convocaram novos protestos para este sábado, com concentrações marcadas para as 16h00 nas duas maiores cidades portuguesas. Braga, Faro, Beja e Viana do Castelo também acolhem iniciativas em defesa do direito à habitação.

RedacçãoLisboa3 min de leitura3 comentários

Manifestações pela habitação regressam às ruas de Lisboa e Porto com iniciativas em várias cidades

As manifestações em defesa do direito à habitação voltam a mobilizar várias cidades portuguesas este sábado, 31 de Outubro, numa nova jornada de protesto contra o aumento dos custos habitacionais e em reivindicação de medidas que garantam o acesso a casas a preços comportáveis.

Em Lisboa, a manifestação está marcada para as 16h00, com início no Largo Luís de Camões, no Chiado, e percurso até ao Rossio. O movimento Acampada de Lisboa anunciou que pretende voltar a montar tendas naquela praça, numa iniciativa que pretende dar continuidade à mobilização pelo direito à habitação.

Antes da manifestação, pelas 15h30, os movimentos Mães pela Acampada e Mães no Rossio preveem realizar uma concentração de solidariedade com os jovens que participam nos protestos, exigindo também o fim das intervenções policiais contra os manifestantes.

No Porto, a concentração está prevista para as 16h00, na zona da Batalha, seguindo-se uma marcha, a partir das 16h30, em direcção à Praça de D. João I.

A mobilização não se limita a Lisboa e ao Porto. Em Viana do Castelo, o movimento cívico ManifestAM promove, a partir das 14h00, as Jornadas Populares pela Habitação, na Praça da República.

Em Braga, está prevista uma Assembleia Popular pela Habitação, às 15h00, no Coreto da Avenida Central, com actividades e debates ao longo da tarde e da noite.

Já em Faro, a Acampada de Faro organiza uma assembleia popular no Skate Park, a partir das 14h00. Em Beja, o movimento Casa para Viver convocou uma reunião aberta para as 16h00, na Praça da República.

Na Madeira, está igualmente agendada para domingo uma assembleia popular no Jardim Municipal do Funchal, às 17h00, com o objectivo de preparar a participação na manifestação nacional pelo direito à habitação, marcada para 14 de Novembro.

Contestação à política de arrendamento

Os protestos decorrem num contexto de contestação à proposta do Governo para alterar o regime do arrendamento urbano. Entre as reivindicações apresentadas pelos movimentos estão o reforço da habitação pública, a imposição de limites às rendas, o fim dos despejos e das demolições sem alternativa habitacional e a recuperação de imóveis devolutos para habitação.

Os manifestantes defendem também restrições à aquisição de habitação por fundos imobiliários, considerando necessário adoptar medidas que facilitem o acesso das famílias a uma casa.

A contestação ganhou maior expressão nas últimas semanas, com acampamentos e manifestações em diferentes cidades. Os protestos foram igualmente marcados por confrontos e intervenções policiais, que, segundo relatos divulgados pela imprensa, provocaram feridos e detenções.

A proposta governamental de alteração do arrendamento urbano foi aprovada na generalidade em 30 de Setembro e encontra-se em discussão na especialidade na comissão parlamentar competente.

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