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Sindicato ameaça onda de greves caso governo não responda caderno reivindicativo dos trabalhadores

Jaime BalãoLuanda3 min de leitura3 comentários

Sindicato ameaça onda de greves caso governo não responda caderno reivindicativo dos trabalhadores

O presidente do sindicato regional das províncias de Luanda, Bengo e Icolo e Bengo, dos trabalhadores da Educação, Cultura, Desporto e Comunicação Social, Zacarias Geremias, advertiu o governo caso não atenda as preocupações dos trabalhadores, no início do próximo ano vai houver várias greves, o dirigente sindical fez essa alerta durante o primeiro congresso ordinário que se realizou no sábado dia 10 de Outubro em Luanda, onde foi reeleito para mais um mandato.

O sincalista fez saber que neste momento há um caderno revendo ativo no sector petrolífero na empresa Sona gás, de acordo com Zacarias Geremias, as negociações estão ser bem tratado entre a entidade empregadora e o sindicato tendo com o prazo das negociações no dia 13 do Novembro, o líder sindical disse que para este novo mandato tem como prioridade a construção de um hospital para os trabalhadores, o dirigente reconheceu que é um desafio muito grande para se materializar esse desejo, e salientou que é possível com o empenho de todos" nós temos notado no sector da educação sempre que solicitamos área da saúde temos enfrentado muitas dificuldades para sermos atendidos, e também já temos um projecto habitacional para construção de 6 mil residenciais" finalizou.

Por outro lado, Zacarias Geremias fez saber que o sindicato tem preveligiado o diálogo, mas têm encontrado barreira por parte do governo, por isso tem surgido várias greves, e se o governo continuar a mostrar resistência nas negociações apartir de Janeiro do próximo ano vão se registar muitas paralizaçoes em vários sectores, " apelamos o executivo para ver aflição dos trabalhadores para se evitar greves."

Já o presidente da "UNTA" Adriano dos Santos, disse que tem se registado a falta de dialogo por parte do governo, por isso é que tem surgido descontentamento por parte dos trabalhadores, o caso recente foi a greve no sector da educação, " por exemplo no caso concreto da educação nós federação sindical defendemos que já não é altura de continuar com um orçamento de 1 digito na classe, é altura da educação ter um orçamento a cima de 2 dígitos, só para ter em conta, na África Austral, Angola é o único país que tem orçamento mais baixo na educação não se entende uma vez que país pretende combater o anafebetismo, é preciso investir muito na educação" salientou o dirigente.

Adriana dos Santos, denunciou que há líderes sindicais que têm sido reféns de um determinado partido político, tendo dito que esta postura não pode ser de um sindicato" devemos deixar o medo de lado, e preciso saber colocar o casaco de sindical e o de partido politico, porque nós sindicalistas só defendemos os filhados dentro da lei que o país estabelece" defendeu o líder sindical.

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