Diário IndependenteInformar com rigor e independência desde 2013
Última Hora
Economia

Robert E. Hall e Michael Woodford vencem Nobel da Economia de 2026

A atribuição a Robert E. Hall e Michael Woodford está a ser noticiada hoje, 12 de Outubro, por vários meios de comunicação. A distinção reconhece o trabalho dos dois economistas sobre os fundamentos microeconómicos da estabilização macroeconómica.

Redacção2 min de leitura3 comentários

Robert E. Hall e Michael Woodford vencem Nobel da Economia de 2026

Economistas norte-americanos são distinguidos pelos contributos para os fundamentos microeconómicos da estabilização macroeconómica, com impacto na compreensão das políticas económicas e monetárias.

Os economistas norte-americanos Robert E. Hall e Michael Woodford foram distinguidos com o Prémio de Ciências Económicas em Memória de Alfred Nobel de 2026, pelo seu contributo para o desenvolvimento dos fundamentos microeconómicos da estabilização macroeconómica.

Robert E. Hall está ligado à Universidade de Stanford, na Califórnia, enquanto Michael Woodford desenvolve a sua actividade académica na Universidade de Columbia, em Nova Iorque. Os trabalhos dos dois investigadores contribuíram para aprofundar a compreensão da forma como as decisões das famílias e das empresas influenciam o funcionamento da economia.

A investigação nesta área permite compreender melhor a relação entre o comportamento dos agentes económicos, as decisões dos bancos centrais e as medidas adoptadas pelos governos para responder a choques económicos, controlar a inflação e promover a estabilidade.

Os modelos macroeconómicos assentes em fundamentos microeconómicos ajudam a analisar de que forma as expectativas dos consumidores e das empresas influenciam o consumo, o investimento e a evolução da actividade económica.

Na edição de 2025, o prémio foi atribuído a Joel Mokyr, Philippe Aghion e Peter Howitt, pelos seus contributos para a compreensão do crescimento económico impulsionado pela inovação.

Joel Mokyr foi distinguido pela investigação sobre as condições necessárias para um crescimento sustentado através do progresso tecnológico. Philippe Aghion e Peter Howitt receberam conjuntamente a outra metade do prémio pela teoria do crescimento sustentado através da destruição criativa.

Esta abordagem explica como a inovação e o aparecimento de novas tecnologias e empresas podem transformar a economia, substituindo gradualmente actividades e modelos de negócio menos produtivos.

A distinção de 2026 volta, assim, a colocar a investigação económica no centro do debate sobre o crescimento, a estabilidade dos mercados e o papel das políticas públicas no desenvolvimento das economias.

Partilhar

Comentários (3)

Deixe o seu comentário

Os comentários são moderados antes de publicação.

Newsletter diária, às 7h