Protestos pela habitação e contra o aumento do custo de vida ganha força em Portugal

Milhares de cidadãos saíram às ruas este sábado, 17 de Outubro, em várias cidades portuguesas, para exigir melhores condições de acesso à habitação e contestar o agravamento do custo de vida. As manifestações decorreram em Lisboa, Porto, Coimbra e Faro, num contexto de crescente preocupação com o preço das rendas e as dificuldades enfrentadas pelas famílias, sobretudo pelos jovens.
Portugal voltou a ser palco de protestos em defesa do direito à habitação e contra o aumento do custo de vida, com manifestações e concentrações organizadas em diferentes pontos do país. A mobilização deste sábado procurou chamar a atenção para as dificuldades de acesso a uma casa e para o impacto das despesas quotidianas nos rendimentos das famílias.
Em Faro, cerca de 200 pessoas participaram numa manifestação de solidariedade com os activistas que mantêm um protesto na Praça D. João I, no Porto. Entre os participantes, destacaram-se jovens que denunciaram os obstáculos para conseguir uma habitação própria ou sair de casa dos pais.
Em Lisboa, os manifestantes concentraram-se na Praça do Rossio, onde alguns começaram a montar tendas e anunciaram a intenção de permanecer no local até serem retirados pelas autoridades. A iniciativa foi apresentada como um gesto de solidariedade com a mobilização no Porto, marcada por uma intervenção policial durante a madrugada de quinta-feira.
No Porto, o movimento pelo direito à habitação mantém a contestação contra as dificuldades de acesso a uma casa, exigindo medidas que respondam à subida das rendas e à escassez de habitação acessível.
A Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP) saudou as manifestações e apelou à mobilização popular, associando a luta pela habitação às preocupações com o custo de vida e com o poder de compra dos trabalhadores.
Entre as principais reivindicações dos movimentos estão o reforço da habitação pública, medidas para conter as rendas, o fim dos despejos e a recuperação de imóveis devolutos para fins habitacionais.
As manifestações reflectem o descontentamento de sectores da população perante as dificuldades económicas e a necessidade de respostas que permitam às famílias, em particular aos jovens e aos trabalhadores com rendimentos mais baixos, aceder a habitação condigna.
Fonte: RTP Notícias






