João Lourenço inaugura Memorial às Vítimas dos Conflitos Políticos em Luanda

O Presidente da República, João Lourenço, inaugurou esta quarta-feira, em Luanda, o Memorial às Vítimas dos Conflitos Políticos ocorridos em Angola entre 11 de Novembro de 1975 e 4 de Abril de 2002. A infra-estrutura pretende preservar a memória histórica do país e promover a reconciliação nacional, o perdão e a paz entre os angolanos.
A cerimónia de inauguração foi marcada por actos simbólicos de corte da fita e descerramento da placa, que assinalaram a abertura oficial do espaço ao público. João Lourenço esteve acompanhado pela Primeira-Dama da República e por altas figuras do Estado.
A construção do memorial representa uma iniciativa destinada a homenagear os cidadãos que perderam a vida durante os conflitos políticos que marcaram a história de Angola, criando um espaço de reflexão sobre o passado e a importância da convivência pacífica entre os angolanos.
O chefe de Estado, que anteriormente pediu publicamente desculpas e perdão no âmbito do processo de reconciliação nacional, acompanhou também, ao longo do período de construção, as obras do empreendimento, desenvolvidas entre 2024 e 2026.
Implantado num terreno de seis hectares, adjacente ao Memorial Dr. António Agostinho Neto, o complexo integra três estruturas principais: a Aliança Eterna, o Hall de Memória e a Mulembeira da Reconciliação.
Os três elementos arquitectónicos foram concebidos para representar a memória colectiva, a aproximação entre os cidadãos e a necessidade de preservar a paz como um património a transmitir às gerações futuras.
A arquitectura do edifício principal, concebida em forma de abraço, procura simbolizar a união, o acolhimento e a aproximação entre pessoas e comunidades anteriormente separadas por conflitos.
Na mensagem inscrita no livro de honra do memorial, o Presidente da República considerou que a construção do monumento representa uma etapa importante no processo de cura colectiva, pacificação social e reconciliação nacional.
João Lourenço sublinhou que o espaço simboliza a necessidade de superar divisões, reconhecer as feridas do passado e reforçar os laços de solidariedade entre os angolanos.
Na sua mensagem, o estadista destacou igualmente que a história nacional é constituída por momentos positivos e negativos, defendendo que a compreensão desses acontecimentos é fundamental para fortalecer os alicerces da Nação.
O Presidente afirmou ainda que o memorial deverá contribuir para transformar a dor provocada pelos conflitos numa oportunidade de reflexão e aprendizagem, preservando a memória dos compatriotas que morreram em circunstâncias difíceis.
Outro dos objectivos associados ao memorial é permitir que as novas gerações conheçam os diferentes momentos da história política angolana, compreendam as suas consequências e contribuam para evitar a repetição dos erros do passado.
Na mensagem, João Lourenço defendeu que a memória histórica deve ser preservada e partilhada, de modo a consolidar uma cultura de paz, compreensão e respeito mútuo.
A inauguração do espaço constitui, assim, um marco simbólico no processo de reconciliação nacional, num país cuja trajectória política foi profundamente marcada por conflitos e divisões.
A mensagem presidencial termina com a reafirmação do princípio de unidade nacional: “Um só Povo, Uma só Nação.”






