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Angola tem mais de 30 mil fantasmas na função pública

O Sistema Integrado de Gestão de Recursos Humanos (SIGRH) detectou mais de 30 mil funcionários públicos fantasmas, anunciou a ministra da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, Teresa Rodrigues Dias.

RedacçãoLuanda1 min de leitura3 comentários

Angola tem mais de 30 mil fantasmas na função pública

A situação está a preocupar o executivo, pelo facto de estar a criar constrangimentos na base de Dados do funcionalismo público.

"Mais de 31 mil funcionários públicos contam da Base de Dados como estando no activo, mas os seus dados não puderam ser actualizados por razões que em muitos casos suscitam fundadas suspensões, como paradeiros desconhecidos, inexistência de documentos de identificação pessoal, falta de comprovativo físico do vínculo com a administração pública, duplo número de agente é ainda a permanência da Base de Dados, de pessoas já reformadas e até já falecidas", denunciou.

Estes dados, segundo a ministra, revelam indícios de existência de casos de funcionários fantasmas.

"Estamos perante casos de provável efectivos fictícios ou fantasmas", afirmou acrescentando que as empresas envolvidas já foram notificadas e estão a tratar jurídica e administrativamente a cada caso.

Teresa Rodrigues Dias assegurou que às empresas foram dados prazo para justificar o problema e as que não conseguirem justificar serão tomadas medidas judiciais e administrativas.

As declarações da governante foram feitas durante a cerimônia de apresentação da Base de Dados do Sistema Integrado de Gestão de Recursos Humanos da função pública, nesta quarta-feira em Luanda.

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