Netanyahu ordena reforço da resposta militar após confrontos mortais na Cisjordânia
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ordenou às Forças de Defesa de Israel (IDF) o…

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ordenou às Forças de Defesa de Israel (IDF) o reforço das operações militares na Cisjordânia ocupada, na sequência de um confronto que provocou a morte de um israelita e de quatro palestinianos na região da aldeia de Tell, perto de Nablus.
Em comunicado, Netanyahu determinou a adoção de “medidas firmes contra o terrorismo”, incluindo a demolição da casa do alegado autor do ataque, a realização de operações militares em localidades consideradas focos de atividade terrorista e o aumento da presença das forças de segurança em toda a Cisjordânia, conhecida por Israel como Judeia e Samaria. O chefe do Governo anunciou ainda a intenção de acelerar a legalização de postos agrícolas já existentes e criar novos assentamentos.
De acordo com o Ministério da Saúde palestiniano, quatro palestinianos morreram e outros quatro ficaram feridos durante a intervenção das forças israelitas. Do lado israelita, o serviço de emergência “Magen David Adom” confirmou a morte de um cidadão israelita.
As circunstâncias do incidente continuam a ser investigadas. Informações divulgadas por meios de comunicação israelitas e palestinianos indicam que um grupo de colonos do assentamento de Havat Gilad terá entrado na aldeia de Tell, onde ocorreram confrontos com residentes locais.
A agência palestiniana WAFA afirmou que os colonos incendiaram uma loja, duas habitações e terrenos agrícolas. Já as Forças de Defesa de Israel sustentam que os israelitas se encontravam a caminhar na área quando um residente palestiniano alegadamente retirou a arma a um agente de segurança e abriu fogo. Segundo os militares israelitas, esse homem foi posteriormente abatido pelas forças de segurança.
A Cisjordânia, ocupada por Israel desde 1967, tem registado um aumento significativo da violência desde o início da guerra em Gaza, desencadeada pelos ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023.
Segundo dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, existiam cerca de 737 mil colonos israelitas na Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental, em outubro de 2024. A comunidade internacional considera os colonatos israelitas ilegais ao abrigo do direito internacional, posição que Israel contesta.
Em maio, a União Europeia aprovou novas sanções contra colonos israelitas envolvidos em episódios de violência na Cisjordânia, ao mesmo tempo que anunciou medidas restritivas adicionais contra dirigentes do Hamas, numa tentativa de conter a escalada do conflito.






