Wall Street fecha em alta e Nasdaq 100 bate recorde após dados fracos do emprego

As principais bolsas norte-americanas terminaram a última sessão da semana em alta, apesar dos dados do mercado de trabalho terem ficado abaixo das expectativas. A criação de emprego mais fraca aumentou as perspetivas de manutenção das taxas de juro da Reserva Federal norte-americana, enquanto o Nasdaq 100 atingiu um novo máximo histórico.
Wall Street encerrou a sessão de sexta-feira com ganhos, impulsionada sobretudo pela divulgação de indicadores que apontam para um abrandamento do mercado de trabalho nos Estados Unidos.
O cenário reduziu as expectativas dos investidores de uma eventual subida das taxas de juro pela Reserva Federal (Fed) já em outubro, contribuindo para melhorar o sentimento nos mercados.
O S&P 500 avançou 0,73%, para 7.722,72 pontos, enquanto o Nasdaq Composite ganhou 1,19%, encerrando nos **27.190,86 pontos.
O Dow Jones também terminou em terreno positivo, com uma valorização de 0,49%, para 51.176,96 pontos.
Entre os principais destaques esteve o Nasdaq 100, que subiu 1% e fechou nos 30.807,93 pontos, estabelecendo um novo máximo histórico.
Os dados divulgados na sexta-feira apontaram para uma criação de emprego inferior ao esperado, acompanhada por sinais de moderação no crescimento dos salários e uma taxa de desemprego mais elevada.
Para alguns analistas, estes indicadores reforçam a possibilidade de a Fed manter uma postura mais cautelosa em relação às taxas de juro.
Seema Shah, da Principal Asset Management, considera que um relatório de emprego mais fraco reduz significativamente a probabilidade de uma subida dos juros em outubro, uma vez que os principais indicadores apontam para um arrefecimento do mercado laboral.
Apesar da reação positiva dos mercados, outros especialistas alertam para os riscos de interpretar automaticamente dados económicos negativos como uma boa notícia para as bolsas.
Bret Kenwell, da eToro, considera que um enfraquecimento excessivo do emprego poderá criar novos problemas para a economia, mesmo que contribua inicialmente para aliviar as condições financeiras.
No mercado acionista, a Tesla esteve entre as empresas que mais se destacaram, com uma valorização próxima de 5%, depois de apresentar números de entregas no terceiro trimestre acima das expectativas.
A Broadcom também registou uma subida superior a 3%. A empresa começou a obter financiamento através de empréstimos avaliados em cerca de 60 mil milhões de dólares, destinados a apoiar a expansão da produção de chips para inteligência artificial.
O movimento poderá beneficiar empresas do setor tecnológico e de inteligência artificial, incluindo a Anthropic, devido à crescente procura por capacidade de processamento.
Em sentido contrário, as fabricantes de discos rígidos Western Digital e Seagate registaram fortes quedas.
A Western Digital recuou 10,22%, enquanto a Seagate perdeu 10,21%, após notícias de que a japonesa Toshiba pretende investir cerca de 60 mil milhões de ienes, aproximadamente 340 milhões de euros, para duplicar a sua capacidade de produção de discos.
A expectativa de aumento da oferta no setor pressionou as ações das duas empresas.
Além dos dados económicos, o comportamento dos mercados foi influenciado pela evolução dos preços da energia.
A expectativa de uma redução da pressão sobre aos combustíveis aumentou depois de os países do G7 anunciarem a libertação de reservas estratégicas de crude e gasóleo para ajudar a estabilizar o mercado.
O movimento contribuiu para aliviar algumas preocupações dos investidores e reforçou o ambiente positivo na última sessão da semana em Wall Street.






