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Juros da dívida portuguesa recuam nos prazos de dois, cinco e 10 anos

RedacçãoLuanda2 min de leitura3 comentários

Juros da dívida portuguesa recuam nos prazos de dois, cinco e 10 anos

Obrigações do Estado português registam descida nas taxas de juro exigidas pelos investidores, acompanhando a tendência observada em Espanha, Grécia e Itália.

Os juros da dívida pública portuguesa registaram uma descida nos prazos de dois, cinco e 10 anos na manhã desta segunda-feira, 12 de Outubro, em comparação com os valores de fecho da sessão de sexta-feira. O movimento acompanha a evolução das taxas de Espanha, Grécia e Itália, bem como das obrigações alemãs e francesas no prazo mais longo.

De acordo com os dados disponíveis às 08h25, em Lisboa, a taxa de juro das obrigações portuguesas a 10 anos recuou para 3,938%, face aos 3,961% registados no final da semana anterior.

No prazo de cinco anos, a descida foi de 3,524% para 3,500%, enquanto os juros dos títulos a dois anos passaram de 3,228% para 3,219%.

A tendência de recuo também foi observada nos mercados de dívida soberana de Espanha, Grécia e Itália.

Em Espanha, os juros das obrigações a 10 anos diminuíram de 4,092% para 4,068%. Na Grécia, a taxa passou de 4,406% para 4,381%, enquanto em Itália recuou de 4,571% para 4,540%.

A Alemanha, considerada uma referência de segurança no mercado europeu de dívida soberana, registou uma descida dos juros a 10 anos, de 3,479% para 3,459%. Em França, a taxa baixou de 4,851% para 4,830%.

Em sentido diferente, os juros das obrigações do Tesouro dos Estados Unidos da América a 10 anos mantinham-se nos 5,240%, segundo os dados divulgados.

As taxas de juro da dívida soberana reflectem, entre outros factores, as expectativas dos investidores sobre a inflação, a política monetária, o crescimento económico e o risco associado à capacidade de pagamento dos Estados.

Quando os juros exigidos pelos investidores descem, o Estado pode, em determinadas condições de mercado, financiar-se a custos inferiores em novas emissões de dívida. Contudo, a variação das taxas no mercado secundário não significa uma redução imediata dos encargos de toda a dívida pública já emitida.

Os valores divulgados correspondem às taxas de compra exigidas pelos investidores (bid yields) e comparam a situação observada na manhã de segunda-feira com o fecho da sessão anterior.

Fonte: Lusa.

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