Ébola chega a nova província da RDC e aumenta preocupação com propagação transfronteiriça
Registo de dois casos no Ubangi do Norte eleva para oito o número de províncias congolesas afectadas, num surto que também suscita preocupação noutros países africanos.

O surto de Ébola na República Democrática do Congo (RDC) terá atingido uma nova província, o Ubangi do Norte, situada junto à fronteira com a República Centro-Africana, aumentando para oito o número de províncias afectadas pela doença, segundo informações divulgadas por dois responsáveis da saúde à agência Reuters.
De acordo com as fontes citadas, foram identificados dois casos na nova área de transmissão, após a ocorrência de mortes suspeitas na zona sanitária de Wapinda. A situação levou à realização de testes laboratoriais para determinar a presença do vírus.
Até à publicação da informação original, as autoridades congolesas ainda não tinham anunciado oficialmente a extensão do surto àquela província.
O actual surto é provocado pela estirpe Bundibugyo do vírus Ébola, para a qual, segundo a informação divulgada, não existe uma vacina ou um tratamento específico aprovado.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) prevê o início de um primeiro ensaio clínico de uma vacina contra esta estirpe na RDC até ao final de Outubro, uma iniciativa que poderá contribuir para o desenvolvimento de futuras ferramentas de prevenção.
O surto foi declarado a 15 de Maio e, segundo os dados citados na notícia original, os números divulgados na quarta-feira ultrapassavam os nove mil casos e contabilizavam 4.441 mortes.
A propagação da doença continua a preocupar as autoridades sanitárias da região. No Uganda, foram registados novos casos, apesar de o país ter anunciado estar livre do Ébola em Agosto.
No Quénia, as autoridades confirmaram, na quarta-feira, um segundo caso, envolvendo um familiar do primeiro paciente, que morreu a 5 de Outubro.
A identificação de casos em diferentes países aumenta a necessidade de vigilância epidemiológica, diagnóstico atempado e coordenação entre os serviços de saúde, sobretudo nas regiões fronteiriças, onde a circulação de pessoas pode dificultar a contenção da transmissão.
A chegada do surto ao Ubangi do Norte reforça, assim, os desafios enfrentados pelas autoridades congolesas e pelos países vizinhos na resposta a uma epidemia que continua a exigir medidas de prevenção, acompanhamento dos contactos e reforço da capacidade de resposta sanitária.






