Nokia mais do que duplica lucro líquido para 240 milhões de euros até Setembro
Empresa finlandesa regista crescimento de 7,1% nas receitas nos primeiros nove meses de 2026, apesar da queda de 43% no resultado operacional, pressionado por custos extraordinários.

A Nokia, empresa finlandesa de telecomunicações, mais do que duplicou o lucro líquido atribuível aos primeiros nove meses de 2026, atingindo 240 milhões de euros, em comparação com o período homólogo de 2025, anunciou a companhia esta quinta-feira, 22 de Outubro.
Entre Janeiro e Setembro, a tecnológica alcançou um lucro bruto de 6.298 milhões de euros, correspondente a um crescimento de 7,7% face ao mesmo período do ano anterior. Em contrapartida, o resultado operacional recuou 43%, fixando-se em 229 milhões de euros.
De acordo com a empresa, a redução do resultado operacional foi provocada sobretudo por encargos extraordinários relacionados com processos de reestruturação, amortizações e depreciações de activos intangíveis.
Receitas ultrapassam 14 mil milhões de euros
O volume de negócios da Nokia atingiu 14.402 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, representando uma subida de 7,1% em termos homólogos.
A evolução positiva foi observada nas principais regiões onde a empresa desenvolve as suas actividades. Nas Américas, as vendas cresceram 9%, alcançando 5.129 milhões de euros. A mesma taxa de crescimento foi registada na Europa, no Médio Oriente e em África, regiões que geraram receitas de 6.194 milhões de euros.
Na Ásia-Pacífico, o crescimento foi mais moderado, de 1%, com o volume de negócios a atingir 3.081 milhões de euros.
Inteligência artificial impulsiona novos negócios
O presidente executivo da Nokia, Justin Hotard, destacou o desempenho das actividades ligadas à inteligência artificial (IA) e à computação em nuvem.
Segundo o responsável, este segmento mais do que duplicou o volume de negócios no terceiro trimestre, em comparação com o mesmo período de 2025, tendo igualmente recebido novas encomendas avaliadas em 1.500 milhões de euros.
Os resultados evidenciam o reforço da aposta da empresa em tecnologias associadas à inteligência artificial e à computação em nuvem, áreas que estão a ganhar importância na transformação das infra-estruturas digitais e das redes de telecomunicações.
Apesar do crescimento das receitas e do lucro líquido, a quebra significativa do resultado operacional demonstra que os custos extraordinários continuam a exercer pressão sobre o desempenho financeiro da tecnológica finlandesa.






