Partido de União Patriótica promete dar outra dinâmica no xadrez político angolano
No seu primeiro discurso como líder daquela formação política, Tony Barro disse que o Partido de União Patriótica (PUP) vai dar uma dinâmica diferente ao mosaico político nacional.

Foi apresentada publicamente nesta terça feira em Luanda, o Partido de União Patriótica (PUP) liderado pelo político António Barros "Tony Barros", afirmando que o partido não nasceu dum gabinete, mas sim da luta, da rua, dos bairros, das universidades e das lavras, tendo dito que o partido que lidera não é de esquerda e nem de direita, mas sim de centro tendo optado pela polícia do liberalismo social que se constitui numa filosofia política que apoia os serviços sociais como a saúde, ensino, emprego, habitação e o bem-estar social.
António Barros destacou que o partido de União Patriótica tem como o foco principal colocar o Angolano no meio de acordo com o político, o PUP surgiu na cena política nacional como uma resposta legítima a respiração dos cidadãos angolanos.
"Surgimos porque Angola está cansada de ser importadora do que ela mesma pode produzir, surgimos porque vimos o capital ser degradado por estrangeiros enquanto o nosso jovem fica desempregado e merece apenas emprego que não garante uma vida digna e capaz de desenvolver", disse.
O engenheiro de petróleo salientou que o partido que lidera surgiu porque ouviu o choro silencioso de milhões de angolanos que estão cansados de pedir emprego e depois não conseguem, porque não têm "padrinho na cozinha".
"Ver a mãe zungueira a procurar como sustentar os filhos, ver jovens com formação académica a conduzir moto táxi, é muito lamentável, por isso é que surgimos para dar a voz a quem nunca teve", sublinhou.
António Barros frisou que o PUP não surgiu no panorama político angolano só para criticar, mas sim para dar soluções as preocupações mais urgentes do povo, bem como colocar o Angolano em primeiro lugar " temos terra boa, água abundante e um povo trabalhador que não tem medo do suor"
Questionado se o Partido de União Patriótica surge como satélite do MPLA, António Barros respondeu categoricamente que não tem nenhuma ligação com o partido no poder.
"Nós trabalhamos muito para a legalização do nosso partido, por exemplo foi muito difícil conseguir o atestado de residência, por isso não faz sentido nos associar com o MPLA, se assim fosse teríamos facilidade no decurso da localização do PUP", rematou.






