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Partido de União Patriótica promete dar outra dinâmica no xadrez político angolano

No seu primeiro discurso como líder daquela formação política, Tony Barro disse que o Partido de União Patriótica (PUP) vai dar uma dinâmica diferente ao mosaico político nacional.

Jaime BalãoLuanda2 min de leitura3 comentários

Partido de União Patriótica promete dar outra dinâmica no xadrez político angolano

Foi apresentada publicamente nesta terça feira em Luanda, o Partido de União Patriótica (PUP) liderado pelo político António Barros "Tony Barros", afirmando que o partido não nasceu dum gabinete, mas sim da luta, da rua, dos bairros, das universidades e das lavras, tendo dito que o partido que lidera não é de esquerda e nem de direita, mas sim de centro tendo optado pela polícia do liberalismo social que se constitui numa filosofia política que apoia os serviços sociais como a saúde, ensino, emprego, habitação e o bem-estar social.

António Barros destacou que o partido de União Patriótica tem como o foco principal colocar o Angolano no meio de acordo com o político, o PUP surgiu na cena política nacional como uma resposta legítima a respiração dos cidadãos angolanos.

"Surgimos porque Angola está cansada de ser importadora do que ela mesma pode produzir, surgimos porque vimos o capital ser degradado por estrangeiros enquanto o nosso jovem fica desempregado e merece apenas emprego que não garante uma vida digna e capaz de desenvolver", disse.

O engenheiro de petróleo salientou que o partido que lidera surgiu porque ouviu o choro silencioso de milhões de angolanos que estão cansados de pedir emprego e depois não conseguem, porque não têm "padrinho na cozinha".

"Ver a mãe zungueira a procurar como sustentar os filhos, ver jovens com formação académica a conduzir moto táxi, é muito lamentável, por isso é que surgimos para dar a voz a quem nunca teve", sublinhou.

António Barros frisou que o PUP não surgiu no panorama político angolano só para criticar, mas sim para dar soluções as preocupações mais urgentes do povo, bem como colocar o Angolano em primeiro lugar " temos terra boa, água abundante e um povo trabalhador que não tem medo do suor"

Questionado se o Partido de União Patriótica surge como satélite do MPLA, António Barros respondeu categoricamente que não tem nenhuma ligação com o partido no poder.

"Nós trabalhamos muito para a legalização do nosso partido, por exemplo foi muito difícil conseguir o atestado de residência, por isso não faz sentido nos associar com o MPLA, se assim fosse teríamos facilidade no decurso da localização do PUP", rematou.

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