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OPEP+ trava aumento da produção e mantém oferta de petróleo para Novembro

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OPEP+ trava aumento da produção e mantém oferta de petróleo para Novembro

A OPEP+ decidiu manter os níveis de fornecimento de petróleo para Novembro, prolongando pelo segundo mês consecutivo a actual política de produção. A aliança reúne alguns dos principais produtores mundiais e representa cerca de 38% da oferta global de crude prevista para 2026.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e os seus aliados (OPEP+) voltaram a optar pela estabilidade na produção petrolífera, ao decidirem não alterar os volumes de crude disponibilizados ao mercado internacional durante o mês de Novembro.

O acordo foi alcançado pelos ministros da Energia da Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã, de acordo com a informação divulgada pela organização, sediada em Viena, na Áustria.

A decisão surge depois de os sete países terem revertido, ao longo de aproximadamente um ano, dois cortes voluntários na produção, introduzidos em 2023 com o propósito de apoiar os preços do petróleo.

Os dados relativos a Agosto indicam que a produção conjunta dos países membros da OPEP atingiu cerca de 24 milhões de barris por dia, representando um aumento de 1,46% em comparação com Julho.

No conjunto da OPEP que inclui os membros da organização e os países aliados a produção situou-se em aproximadamente 38 milhões de barris diários.

Segundo as previsões da Agência Internacional de Energia para 2026, este volume corresponde a cerca de 38% da oferta mundial de petróleo, o que evidencia a relevância da aliança no equilíbrio do mercado energético.

A próxima reunião da organização está marcada para 1 de Novembro, quando os países participantes deverão voltar a analisar a evolução da produção.

Nos mercados internacionais, o barril de Brent, referência europeia, encerrou a semana anterior a 102,25 dólares.

Já o West Texas Intermediate (WTI), indicador de referência nos Estados Unidos, terminou o período com uma cotação de 91,11 dólares por barril.

A decisão da OPEP+ de não modificar a oferta para Novembro mantém os níveis de produção actuais, num mercado acompanhado de perto por produtores, consumidores e investidores.

Com Lusa

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