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Exportações dos países lusófonos para a China atingem recorde histórico até agosto

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Exportações dos países lusófonos para a China atingem recorde histórico até agosto

Vendas para o mercado chinês cresceram 22,1% nos primeiros oito meses de 2026, impulsionadas sobretudo pelo Brasil e por Angola. As trocas comerciais entre a China e o bloco lusófono também alcançaram um novo máximo.

As exportações dos países de língua portuguesa para a China atingiram 105,8 mil milhões de dólares (94,3 mil milhões de euros) entre janeiro e agosto de 2026, representando um crescimento de 22,1% face ao mesmo período do ano passado.

O resultado constitui o melhor desempenho registado nos primeiros oito meses de um ano desde que o Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, conhecido como Fórum de Macau, começou a compilar os dados das alfândegas chinesas, em 2013.

O Brasil manteve-se como o principal fornecedor lusófono da China. As exportações brasileiras cresceram 25,1%, para 90,9 mil milhões de dólares (81 mil milhões de euros), estabelecendo também um novo recorde para o período.

Angola apresentou igualmente um desempenho positivo. As exportações angolanas para a China aumentaram 9,8%, alcançando 11,5 mil milhões de dólares (10,2 mil milhões de euros) nos primeiros oito meses do ano.

Portugal registou uma evolução mais moderada, com as vendas para o mercado chinês a crescerem 1,1%, para 1,97 mil milhões de dólares (1,75 mil milhões de euros).

Entre os restantes países lusófonos, a Guiné Equatorial aumentou as exportações em 24,2%, para 577,4 milhões de dólares. Timor-Leste registou, em termos percentuais, a maior subida, passando de 44 mil dólares para 2,23 milhões de dólares.

Em sentido contrário, Moçambique reduziu as exportações para a China em 19,3%, para 883,6 milhões de dólares. São Tomé e Príncipe apresentou uma queda ainda mais acentuada, de 89,5%.

No sentido inverso, os países de língua portuguesa importaram da China bens avaliados em 69,9 mil milhões de dólares (62,3 mil milhões de euros) entre janeiro e agosto, mais 21,3% do que no mesmo período de 2025.

O Brasil foi novamente o maior comprador lusófono de produtos chineses, com importações de 57,4 mil milhões de dólares, um crescimento de 22,4%.

Portugal surge na segunda posição, tendo adquirido à China mercadorias no valor de 5,5 mil milhões de dólares (4,91 mil milhões de euros), mais 21,1% do que no período homólogo.

No total, as trocas comerciais entre a China e os países de língua portuguesa chegaram a 175,7 mil milhões de dólares (156,7 mil milhões de euros) até agosto, traduzindo-se num crescimento anual de 21,8% e num novo máximo para os primeiros oito meses do ano.

Apesar do aumento das importações provenientes dos países lusófonos, a China registou um défice comercial de 35,9 mil milhões de dólares (32 mil milhões de euros) nas relações comerciais com o bloco durante o período em análise.

Fonte: Fórum de Macau / Lusa

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