Empresas chinesas anunciam investimento de 150 milhões de dólares para impulsionar indústria metalúrgica em Angola
A Associação das Empresas Chinesas de Mineração e Metalurgia em Angola (AECMMA) anunciou a intenção…

A Associação das Empresas Chinesas de Mineração e Metalurgia em Angola (AECMMA) anunciou a intenção de investir mais de 150 milhões de dólares em projectos destinados à produção de materiais metalúrgicos no país, numa iniciativa que pretende fortalecer a industrialização e agregar valor aos recursos minerais angolanos.
Em declarações ao Jornal de Economia e Finanças, o secretário-geral da associação, Pedro Nee, explicou que o investimento visa expandir a capacidade produtiva do sector, destacando a instalação de novos fornos de silício e o desenvolvimento da cadeia metalúrgica nacional.
Segundo o responsável, o objectivo é reduzir a dependência da exportação de minerais em estado bruto, apostando na transformação local da matéria-prima para posicionar Angola como um importante centro de produção de silício e de distribuição de metais não ferrosos para os mercados internacionais.
Pedro Nee afirmou que a estratégia passa por transformar os recursos minerais extraídos no país em produtos de maior valor acrescentado, destinados à exportação para a Europa, América e outras regiões do mundo.
A associação revelou ainda que várias empresas integrantes encontram-se em fase de implementação dos seus projectos. Entre elas, destacou a empresa Zhong Gui, que alcançou uma produção de cerca de quatro mil toneladas apenas nos primeiros três meses de actividade.
Actualmente, as empresas associadas concentram-se sobretudo na produção de materiais para a construção civil, silício metálico e silício de manganês, segmentos considerados estratégicos para o crescimento da indústria transformadora em Angola.
Para garantir maior eficiência operacional, a AECMMA pretende igualmente assegurar o fornecimento estável de energia através de uma ligação à subestação da Rede Nacional de Transporte de Electricidade (RNT), considerada essencial para o funcionamento das futuras unidades industriais.
No domínio da formação profissional, Pedro Nee referiu que as empresas associadas têm investido na qualificação de jovens das comunidades onde desenvolvem as suas actividades, proporcionando formação em operação de máquinas, produção industrial e outras áreas técnicas, com o objectivo de facilitar a sua integração no mercado de trabalho.
Criada em março deste ano, a Associação das Empresas Chinesas de Mineração e Metalurgia em Angola tem como missão reforçar a cooperação entre investidores chineses e o sector mineiro angolano, promovendo o desenvolvimento da indústria metalúrgica e ampliando a presença de Angola nos mercados internacionais.






