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Moradores de Cabo Delgado acusam supostos terroristas de roubar seus alimentos

Populares de uma aldeia no distrito de Montepuez, sul da província de Cabo Delgado, em…

Redacção2 min de leitura3 comentários

Moradores de Cabo Delgado acusam supostos terroristas de roubar seus alimentos

Populares de uma aldeia no distrito de Montepuez, sul da província de Cabo Delgado, em Moçambique, acusam supostos terroristas de terem saqueado os seus produtos alimentares, provocando a fuga dos residentes da zona.

Segundo a LUSA, homens armados, alguns dos quais encapuzados, evadiram a aldeia nesta segunda-feira, em plena luz do dia, passando de casa em casa, apesar de não terem feito disparos.

Apesar de não haver registos de vítimas na incursão, fontes locais avançam que vários residentes abandonaram Ntola e procuraram refúgio na sede do posto administrativo de Nairoto, situada a cerca de cinco quilómetros da aldeia.

A aldeia de Ntola localiza-se ao longo da estrada regional R698, que liga os distritos de Montepuez e Mueda, numa zona que tem registado movimentações de grupos armados associados à insurgência que afeta Cabo Delgado, rica em gás, e alvo de ataques extremistas há oito anos, com o primeiro ataque registado em 05 de outubro de 2017, no distrito de Mocímboa da Praia.

Os incidentes de segurança no norte de Moçambique, essencialmente envolvendo ataques de insurgentes em Cabo Delgado, aumentaram em junho para 73 casos, com 10 mortos e 72 raptos, segundo um relatório das Nações Unidas divulgado hoje.

O mais recente relatório da Organização das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) aponta o aumento dos incidentes em junho, destacando “a violência contra civis”, que “continuou a ser o tipo predominante de incidente”, afetando sobretudo os distritos “com necessidades mais severas, comprometendo a proteção dos civis, restringindo o acesso humanitário e provocando movimentos populacionais”.

De acordo com o documento, 44 incidentes (59%) envolveram violência contra civis, “resultando em 10 mortes de civis e no rapto de 72 pessoas alegadamente para recrutamento forçado, trabalho forçado e pedidos de resgate”.

Segundo dados divulgados anteriormente pela Armed Conflict Location & Event Data Project (ACLED), foram registados 2.408 eventos violentos desde o início da insurgência, dos quais 2.224 envolvendo elementos associados ao Estado Islâmico Moçambique (EIM), e mais de 6.600 mortos.

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