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Porto de Luanda focado em consolidar-se como hub logístico regional africana

No âmbito da sua participação na 2.ª edição do Angola Hub Transporte e Logística Summit, o Porto de Luanda apresenta a estratégia de modernização das operações, assente na digitalização, automatização, reforço das infra-estruturas e integração dos diferentes modos de transporte, com vista ao aumento da capacidade portuária e ao reforço da competitividade logística de Angola na região.

RedacçãoLuanda3 min de leitura3 comentários

Porto de Luanda focado em consolidar-se como hub logístico regional africana

O Porto de Luanda prevê aumentar entre 20% e 25% a sua actual capacidade de movimentação de carga, a partir de 2027, no quadro dos investimentos em curso destinados à modernização das operações e à consolidação do seu posicionamento como hub logístico regional.

A estratégia está em destaque durante a participação da instituição na 2.ª edição do Angola Hub Transporte e Logística Summit, que decorre de 28 a 30 de Setembro, no Centro de Convenções de Talatona, reunindo diferentes intervenientes dos sectores dos transportes, logística e infra-estruturas.

Actualmente, o Porto de Luanda movimenta cerca de 19 milhões de toneladas de carga por ano. O crescimento previsto deverá resultar da combinação entre investimentos em infraestruturas, modernização dos equipamentos, digitalização dos processos e maior integração entre os sistemas portuário, rodoviário e ferroviário.

Entre os projectos em desenvolvimento destaca-se a modernização da Janela Única Portuária, plataforma destinada a concentrar e partilhar a informação necessária às operações de importação e exportação, permitindo que os dados sejam introduzidos uma única vez e consultados pelas diferentes entidades envolvidas.

A solução deverá contribuir para simplificar procedimentos, reduzir tempos de processamento e melhorar a circulação da informação ao longo da cadeia logística.

A estratégia inclui igualmente o reforço dos sistemas inteligentes de segurança e monitorização, através de CCTV, drones, inteligência artificial e do sistema VTS, destinado ao acompanhamento do tráfego marítimo e à programação das escalas dos navios.

No domínio da sustentabilidade, a nova subestação eléctrica deverá permitir o fornecimento de energia aos terminais e, futuramente, aos navios atracados, contribuindo para a redução do uso de geradores e motores auxiliares e para a diminuição das emissões de CO₂.

“O Porto de Luanda está focado em tornar-se cada vez mais eficiente, seguro e competitivo. Os investimentos em tecnologia, infraestruturas e modernização das operações fazem parte de uma estratégia orientada para reforçar o nosso papel na cadeia logística de Angola e da região”, afirmou Alberto António Bengue, Presidente do Conselho de Administração do Porto de Luanda.

A instituição considera que a modernização das infraestruturas e a redução da burocracia são factores fundamentais para melhorar a eficiência das operações, diminuir os custos associados à movimentação de mercadorias e contribuir para uma maior competitividade da economia nacional.

Ao longo dos três dias do Summit, o stand do Porto de Luanda funciona igualmente como espaço de contacto com operadores logísticos, importadores, exportadores, investidores, parceiros institucionais e profissionais do sector, permitindo apresentar os projectos em curso e aprofundar o diálogo sobre os desafios e oportunidades da logística em Angola.

Sob o mote “O Futuro Sem Fronteiras”, a participação no Angola Hub Transporte e Logística Summit coincide ainda com a celebração dos 81 anos do Porto de Luanda, reforçando uma visão de futuro baseada na modernização, inovação tecnológica, sustentabilidade, segurança e melhoria contínua dos serviços.

Sobre o Porto de Luanda

O Porto de Luanda é uma das principais infraestruturas portuárias de Angola e desempenha um papel estratégico na entrada e saída de mercadorias, no apoio ao comércio e no desenvolvimento da actividade logística nacional.

A instituição tem vindo a investir na modernização das suas infraestruturas, na segurança das operações, na eficiência dos serviços e na melhoria da relação com os seus utentes e parceiros, acompanhando a evolução das necessidades do sector e da economia angolana

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