Diário IndependenteInformar com rigor e independência desde 2013
Última Hora
Angola

Número elevado de gravidez precoce e abandono escolar preocupa governo do Icolo e Bengo

O vice-governador da província do Icolo e Bengo, Agostinho António Pedro, mostrou-se preocupado com o número elevado de gravidez precoce naquela província facto que leva muitas adolescentes abandonarem o sistema de ensino.

Jaime BalãoCalumbo3 min de leitura3 comentários

Número elevado de gravidez precoce e abandono escolar preocupa governo do Icolo e Bengo

o governante lamentou esta situação, por isso pediu aos pais, encarregados de educação, a comunidade e a sociedade em geral para em conjunto trabalhar para a redução do número de gravidez na adolescência a fim de evitar a distância escolar.

Agostinho António Pedro revelou este facto nesta sexta-feira no centro Cultural no Zango-2 município de Calumbo durante o acto central do dia internacional da Rapariga que se assinala no próximo domingo dia 11 de Outubro.

O vice-governador fez saber que o gabinete provincial da Acção Social Família e Promoção da Mulher, tem trabalhado através de vários projectos, para garantir o direito das meninas, tendo destacado o programa PIAC, dedicado a reabilitações e construções de escolas e entrega de merenda aos estudantes.

"O governo da província do Icolo e Bengo está a trabalhar arduamente para que não se verifica mais crianças que abandonam a escola", afirmou, tendo apelado para continuidade dos estudos para o desenvolvimento do país.

"Ainda dentro do PIAC nós temos outro pilar que é a saúde amiga do paciente, nós temos enfrentado vários constrangimentos sobre a gravidez precoce, o número é muito elevado, e isso nos preocupa muito, por esta razão estamos apelar os pais, encarregados de educação, professores, a comunidade e a sociedade em geral que devem estar engajados para reduzir o número de gravidez precoce na província do Icolo e Bengo", acrescentou.

Já em nome das raparigas da província do Icolo e Bengo falou a pequena Angícia Oliveira, que se mostrou preocupada com o número elevados de raparigas fora do sistema de ensino e que segundo ela está situação tem adiado o sonho de muitas crianças, e que as vezes não são ouvidas as preocupações que apresentam as entidades governamental.

"Nós queremos uma sociedade onde nenhuma rapariga seja impedida de estudar, onde os seus direitos sejam respeitados, onde possamos crescer em segurança protegida da violência e dos casamentos precoces e onde tenha as mesmas oportunidades que os rapazes nós rapazes", disse Angícia Oliveira.

Por outro lado, a pequena Angícia Oliveira pediu que as raparigas sejam mais ouvidas e valorizadas para ter espaço para participar na construção de um país cada vez melhor, tendo apela as famílias, as escolas, as instituições e sociedade para promover e proteger os direitos das raparigas.

"Está celebração não seja apenas um momento de festa, mas sim um compromisso renovado de garantir que cada rapariga tenha oportunidade de crescer, sonhar e realizar o seu potencial" salientou.

A secretaria de Estado para Família e Promoção da Mulher, Alcina Kindanda, disse que o executivo angolano está preocupado com o índice elevado de casamento na infância com maior destaque nas zonas rurais onde se registam número elevado de gravidez precoce, tendo dito que o casamento da adolescência constitui uma grave violência dos direitos humanos, a dirigente, realçou que o Estado angolano tem vindo consolidar políticas e instrumentos para a proteção da criança reduzir o número elevado de gravidez precoce e evitando assim o abandono escolar.

Partilhar

Comentários (3)

Deixe o seu comentário

Os comentários são moderados antes de publicação.

Newsletter diária, às 7h